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Publicado em 29 de agosto de 2026 · Dr. Charles Grander
Estenose cervical é o estreitamento de espaços na coluna do pescoço. Quando o forame por onde sai uma raiz fica estreito, pode haver dor e formigamento no braço. Quando o canal central se reduz e a medula sofre, podem surgir perda de destreza, desequilíbrio e dificuldade para caminhar.
Um laudo de estenose não significa automaticamente doença grave nem necessidade de cirurgia. A relevância depende dos sintomas, do exame neurológico, da evolução e do grau e local da compressão.
O canal contém a medula. Seu estreitamento pode ser apenas radiológico ou provocar mielopatia cervical. A decisão não é baseada apenas em milímetros: deformação da medula, sinais clínicos, número de níveis, alinhamento e progressão também importam.
Os forames são passagens laterais por onde saem as raízes nervosas. Estenose foraminal pode causar radiculopatia, com dor irradiada, dormência ou fraqueza em um braço.
Alterações degenerativas se acumulam com a idade, mas sintomas não acompanham a imagem de forma perfeita.
Na estenose foraminal, o padrão lembra radiculopatia: dor do pescoço para ombro ou braço, formigamento, dormência, fraqueza e alteração de reflexos.
Na estenose central com mielopatia, podem ocorrer mãos desajeitadas, queda de objetos, dificuldade com botões, pernas rígidas, desequilíbrio, tropeços e perda de velocidade ao caminhar. Dor pode ser pequena ou ausente.
Há pessoas com estenose e compressão medular na ressonância sem sintomas. Esse achado precisa de correlação e orientação, não de pânico.
A conversa e o exame neurológico definem se o quadro parece axial, radicular ou medular. O profissional avalia força, sensibilidade, reflexos, coordenação das mãos e marcha.
A ressonância mostra discos, forames, canal, medula e tecidos moles. Radiografias podem avaliar alinhamento e movimento; tomografia detalha melhor osso e pode ajudar no planejamento. Exames são complementares, não substitutos do exame clínico.
Em dor cervical ou radiculopatia sem déficit progressivo, o plano pode incluir educação, atividade gradual, fisioterapia, exercícios, adaptação de tarefas e medicamentos individualizados. Infiltração pode ser discutida para alguns casos radiculares, com benefícios geralmente de curto prazo e riscos próprios.
Na compressão da medula sem sinais clínicos, diretrizes não recomendam cirurgia preventiva de rotina para todas as pessoas. Orientação sobre sintomas, acompanhamento clínico e decisão individual são importantes. Radiculopatia associada pode aumentar o risco de desenvolver mielopatia.
Cirurgia pode ser indicada diante de mielopatia moderada ou grave, piora neurológica, déficit motor progressivo ou sintomas incapacitantes persistentes com compressão compatível. Na mielopatia leve, as opções e o acompanhamento precisam ser discutidos de forma individualizada.
O objetivo é descomprimir raiz ou medula. Abordagem anterior ou posterior, fusão, prótese discal, laminoplastia ou laminectomia são escolhidas conforme anatomia e não apenas pelo nome do diagnóstico.
Perda progressiva de força, dificuldade para usar as mãos, desequilíbrio, quedas, pernas rígidas, incapacidade de caminhar ou alterações urinárias/intestinais com sinais neurológicos exigem avaliação rápida. Após trauma relevante, o limiar para atendimento é ainda menor.
O estreitamento estrutural nem sempre desaparece. O tratamento busca controlar sintomas, preservar função e, quando necessário, descomprimir estruturas neurais.
Em geral, o laudo "leve" sozinho não indica cirurgia. Sintomas, exame e evolução orientam a decisão.
Sim. Compressão cervical pode ser assintomática, e mielopatia pode se manifestar mais pela função das mãos e da marcha do que por dor.
Na cervical existe medula, portanto pode haver mielopatia e sintomas em mãos e pernas. Na região lombar, o padrão é diferente e será tratado em outro cluster.
Médico — CRM-SP 177910
Neurocirurgião — RQE 92436
Formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Dr. Charles Grander consolidou sua expertise em Neurocirurgia e Cirurgia de Coluna pela Santa Casa de São Paulo. Como membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, dedica-se a oferecer o que há de mais avançado em procedimentos minimamente invasivos, com destaque para a Endoscopia de Coluna.
Sua prática une conhecimento, tecnologia de ponta e precisão cirúrgica para tratar patologias complexas, como as doenças da coluna. O foco é a resolutividade: proporcionar o alívio das dores e a recuperação das funções com o menor impacto possível, permitindo que o paciente retorne rapidamente à sua rotina e qualidade de vida.
Embora priorize intervenções modernas quando a cirurgia é necessária, o Dr. Charles defende uma abordagem ampla do cuidado, na qual o tratamento conservador tem papel central, associando terapias farmacológicas, reabilitação, procedimentos intervencionistas e outras opções não cirúrgicas para melhorar a dor e a funcionalidade.
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