Blog
Publicado em 29 de agosto de 2026 · Dr. Charles Grander
A maioria das pessoas com radiculopatia por hérnia cervical não precisa operar imediatamente. Cirurgia costuma ser discutida quando a dor e a limitação persistem apesar de tratamento adequado, quando existe fraqueza progressiva ou quando a medula está comprometida.
Ressonância alterada, tamanho da hérnia ou nível C5-C6 isoladamente não definem a indicação. A decisão combina sintomas, exame neurológico, evolução, imagem, saúde geral, riscos e preferências do paciente.
Nem toda fraqueza exige o mesmo tempo de resposta. Progressão rápida, déficit importante ou sinais de medula pedem avaliação mais urgente.
Não existe um prazo único. Muitas radiculopatias melhoram nas primeiras semanas ou meses. Quando força está estável e não há mielopatia, costuma haver espaço para tratamento conservador e acompanhamento.
A conversa cirúrgica pode ocorrer antes se a dor é intolerável, a função está muito comprometida ou há déficit. Por outro lado, esperar indefinidamente diante de piora neurológica pode reduzir a oportunidade de recuperação.
Dependendo do quadro, o tratamento pode incluir orientação, atividade gradual, fisioterapia, exercícios e medicamentos individualizados. Infiltração epidural pode aliviar parte da dor no curto prazo em casos selecionados, mas tem limites e riscos próprios.
O objetivo dessa fase é permitir melhora, preservar função e acompanhar o exame neurológico. "Falha do tratamento conservador" não significa apenas ter tomado remédio por alguns dias; significa uma estratégia adequada, tolerável e reavaliada.
A cirurgia busca retirar pressão da raiz ou da medula. As opções mais comuns incluem:
O disco é retirado pela frente do pescoço, a estrutura neural é descomprimida e o segmento é estabilizado com enxerto e implante. É uma técnica consolidada, mas elimina movimento naquele nível.
Após retirar o disco e descomprimir, coloca-se um implante que busca preservar movimento. Não é adequada para todos os casos; artrose avançada, instabilidade, deformidade, qualidade óssea e número de níveis influenciam a seleção.
Em situações selecionadas, a raiz pode ser liberada por trás sem retirar todo o disco e sem fusão. A localização da compressão e a presença de dor axial, instabilidade ou mielopatia afetam a indicação.
Não existe uma técnica universalmente melhor. A anatomia e os objetivos de cada pessoa orientam a escolha.
Em pacientes bem selecionados, cirurgia pode aliviar dor no braço mais rapidamente e melhorar função. Resultados para dor puramente cervical são menos previsíveis. Recuperação de dormência ou força pode ser gradual e incompleta, sobretudo quando o déficit é antigo.
Em mielopatia, o objetivo central é impedir ou reduzir a progressão e preservar função; melhora pode ocorrer, mas não deve ser prometida.
Os riscos variam por técnica e paciente. Podem incluir infecção, sangramento, lesão de raiz ou medula, alteração de voz ou deglutição, vazamento de líquido, falha de fusão, desgaste de níveis vizinhos, persistência de sintomas, necessidade de nova cirurgia e complicações anestésicas.
Tabagismo, diabetes, qualidade óssea, outras doenças, uso de medicamentos e número de níveis podem modificar risco e recuperação.
Antes de decidir, vale confirmar:
Uma segunda opinião pode ser útil quando há dúvida sobre indicação, técnica ou urgência, desde que não atrase atendimento de déficit progressivo.
Fraqueza em progressão, dificuldade para andar, quedas, perda rápida de destreza, incapacidade de movimentar um membro após trauma ou alterações urinárias/intestinais com sinais neurológicos exigem avaliação urgente.
Não. Tamanho e descrição do laudo são apenas parte da decisão.
São estratégias para contextos diferentes. A evidência sugere melhora mais rápida de dor e função em alguns pacientes cirúrgicos, mas seleção adequada e riscos importam; muitos melhoram sem cirurgia.
Não. Ambas podem ter bons resultados quando bem indicadas. Anatomia, artrose, estabilidade, níveis e experiência da equipe influenciam.
Não há garantia. Pode persistir dor, ocorrer recorrência, desgaste de outros níveis ou necessidade de novo cuidado.
Médico — CRM-SP 177910
Neurocirurgião — RQE 92436
Formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Dr. Charles Grander consolidou sua expertise em Neurocirurgia e Cirurgia de Coluna pela Santa Casa de São Paulo. Como membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, dedica-se a oferecer o que há de mais avançado em procedimentos minimamente invasivos, com destaque para a Endoscopia de Coluna.
Sua prática une conhecimento, tecnologia de ponta e precisão cirúrgica para tratar patologias complexas, como as doenças da coluna. O foco é a resolutividade: proporcionar o alívio das dores e a recuperação das funções com o menor impacto possível, permitindo que o paciente retorne rapidamente à sua rotina e qualidade de vida.
Embora priorize intervenções modernas quando a cirurgia é necessária, o Dr. Charles defende uma abordagem ampla do cuidado, na qual o tratamento conservador tem papel central, associando terapias farmacológicas, reabilitação, procedimentos intervencionistas e outras opções não cirúrgicas para melhorar a dor e a funcionalidade.
Atendimento em São Paulo e via telemedicina:
Suporte especializado para consultas via convênio e assessoria completa para processos de reembolso cirúrgico nos principais hospitais da capital.
Atendimento particular, convênios selecionados e orientação administrativa sobre reembolso. Água Branca — São Paulo.
Segunda a Sexta: 08h às 20h
Sábado: 08h às 12h
Domingo: Fechado
Um espaço projetado para o seu conforto e bem-estar.
Disponível para tirar suas dúvidas e fornecer mais informações sobre os serviços oferecidos.